
Orçamentos de Estado, Congressos e o Concurso do Melhor (Pior) Português….
Estas semanas tem sido alvo de muita e variada informação mas há Personalidades que se têm destacado pela sua capacidade de trabalho, esforço, dedicação e glória. (atente-se não estou a falar de clubes de futebol, mas sim de Pessoas…)
Pois bem, ficam os leitores a saber que em Portugal há homens/mulheres para tudo.
Eles são parte integrante do orçamento de estado, são parlamentares, alguns até desempenham a difícil função de serem Primeiros Ministros em Portugal, e outros são secretários gerais de partidos e quiçá candidatos ao melhor dos Portugueses.
Vejamos a título de exemplo o nosso querido primeiro-ministro.
Ele governa ao Centro, de esquerda para a direita, da direita para o Centro e assume-se interpares como um homem de esquerda moderada.
Tendo neutralizado os seus adversários directos em congresso, reafirmou a liderança num partido que se diz socialista e que governa como a pseudo Direita gostaria de governar.
Contra ele a administração pública, os sindicatos, alguns notáveis do PS, e quiçá alguns cidadãos….
O facto é que Sócrates governa como quer e como pode.
Sem oposição, num governo de maioria, o país reflecte o estado de espírito dos seus governantes.
Sem líderes carismáticos, sem soluções visíveis, alguns incautos atentam aos dados do grupo político económico onde estamos inseridos – a Europa, e imagino que observam com uma certa preocupação o que se passa todos os dias…
Ainda hoje assisti, em directo, no café da esquina, enquanto preenchia o Euromilhões, a uma curiosa discussão sobre “Os carrascos de Portugal”, e nele participavam o Merceeiro da Rua, a Sra. que trabalha na loja do Pão e o Barbeiro da Rua que nomearam as seguintes personalidades, como os responsáveis pela angustia que hoje sentimos na pele:
- o Eng.º António Guterres que foi descrito como «um bom homem, mau a fazer contas mas boa gente…»
- Prof. Cavaco Silva que «só fez obras com os fundos da Europa».
- e o Durão «que saiu porque lhe pagavam mais e tinha viagens à borla lá para o sítio do parlamento…».
Utilizando uma metáfora (que segundo li em qualquer lado deve ter uma nova nomenclatura) e recorrendo ao “outro” Sócrates (o filósofo «Cidadão do Mundo») gostaria de fazer uma analogia entre os vários Governos de Portugal e o casamento.
O filósofo e pai da génese democrática, dizia a respeito do casamento o seguinte : «Se vos couber em sorte uma boa esposa, sereis felizes; se vos calhar uma má, tornar-vos-eis filósofos, o que é excelente para os homens…»
Ora este texto explica a génese do problema do nosso pais.
Somos bons casamenteiros e como tal padecemos do sintoma da “fibromialgia” ou fadiga crónica, à semelhança de alguns pseudo políticos/jornalistas …
Dia, após dia, vemos as mesmas personagens nos média em contextos diferentes.
É no Parlamento, são nos congressos políticos – são os nossos lideres mediáticos e que nos conduzem neste tempo de incerteza.
São os responsáveis por tudo e por todos.
Desde o Presidente da Junta ao Líder partidário, todos eles são reconhecidos como sendo “os responsáveis” pelo bom e pelo mal, que decorre, cada uma à sua escala.
E soluções?
E programas capazes e pessoas de competência?
Meus caros os políticos de hoje bem podem ir para casa para atingirem a felicidade enquanto que nós, meros portugueses esperemos que numa próxima geração (aquela que não terá segurança social, nem reformas, aquela que tem empregos precários, aquela que paga hoje para não receber amanhã) se preocupará com o destino do pais e com aquilo que é o Governo “possível”.
O Portugal de amanhã devia ter começado com Cavaco e Guterres, continuado com Barroso e com Santana e revisto por Sócrates.
Assim sendo só em 2010 é que eventualmente poderemos “tentar” sair da crise em que estamos, tudo derivado de um desnorteamento político/partidário, fruto de uma ideologia política e de uma democracia que se esperava forte e solidária, mas que na realidade, só retirou às gerações vindouras o conforto que os impulsionadores do 25 de Abril obtiveram à custa de uma revolução.
Com este texto não procuro simpatias por um regime que não o democrático, pelo inverso.
Sou acérrimo defensor dos ideais do governo do povo mas sou acima de tudo crítico numa geração de políticos que deriva do 25 de Abril.
Na Antiga Grécia de Sócrates, a filosofia era etimologicamente o “amor ao sábio”, aquele que detinha o conhecimento, o saber…
Era alguém que era respeitado e reconhecido pelo “gnosis” que detinha.
Era público e notório. Todos reconheciam a sua “aptidão e dom”.
Hoje praticamente ninguém reconhece o trabalho desenvolvido pelos políticos pois entendem, que estes utilizaram a política como um meio para auto governar-se ao invés de fazer aquilo para que foram eleitos, o governo de um povo e de uma nação.
Assim sendo torna-se impossível desacoplar a política do estado, à alma de um povo.
Nem mesmo os slides “super impecáveis” do Instituto Português de Turismo, que procura mostrar o que de bom se faz em Portugal, levanta o ânimo aos portugueses.
Resta-nos os deputados a fingir e claro o escândalo na Cantina do Parlamento…
3 Comments:
sobre isto, haveria muito a dizer, mas serei sintetico. O problema não são as elites politicas ou económicas. A verdade ´+e que somos todos encostados, todos a descansar, todos a deixar para amanhã, todos a fazer a nossa partezinha o mais rápido e desmazeladamenbte possível para nos despacharmos e irmos para casa. As elites são apenas o reflexo de um povo, somos nós mas com mais responsabilidades e poder, e já se sabe, quanto mais poder, quanto mais decisões a tomar maior é a merda que se faz. Vai demorar pelo menos 2 gerações a mudar isto, mas só se se começar já... mas não há sinais disso neste nosso portugal. Educação cívica não interessa, mas a sexual, todos os estudante a querem... pelo amor de deus...
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RSR, at 17/11/06 1:29 da tarde
Estes posts está recheado de ideias e críticas a Portugal...
Mas realmente não posso deixar de dar razão ao RSR, temos o Portugal, os políticos, a liderança que merecemos e que são reflexo do povo que somos.
Claro que não podemos generalizar, claro que temos pessoas capazes, claro que temos bons profissionais, temos Portugueses reconhecidos internacionalmente, e... Cá dentro não conseguimos mais do que o que temos.
Numa destas noites estava a ver "A grande entrevista" na RTP1 com um "carola do mundo da Gestão" José Pinto dos Santos, e dizia ele que a imagem que os estrangeiros têm de nós continua a ser negativa, pensam que os Portugueses são desorganizados, ora provavelmente eles têm alguma razão.
Nós vivemos muito para o dia-a-dia, em matéria de planeamento e organização somos péssimos. Somos muito susceptíveis a críticas, não aceitamos comentários ao nosso trabalho, como tal torna-se extramente difícil evoluirmos... pessoas, empresas, país!
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Sal, at 17/11/06 5:52 da tarde
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pedreiros, at 11/4/12 7:46 da tarde
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